Com investimento de R$ 165,9 milhões, unidade será referência em atendimento pediátrico na Região Leste de Saúde, contará com 100 leitos e ampliará a assistência em saúde para uma cidade que ainda não possui hospital próprio

A construção do Hospital Regional de São Sebastião teve início nesta terça-feira (30), com investimento de R$ 165,9 milhões executado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Após o lançamento do programa GDF na Sua Porta na região, a governadora Celina Leão visitou o canteiro de obras da unidade, que ampliará a oferta de atendimento em saúde para a Região Leste de Saúde do Distrito Federal.
“Nos últimos dois meses, acompanhei esse processo de perto e, hoje, iniciamos a construção. Essa é uma reivindicação antiga da cidade. Ao mesmo tempo, vamos inaugurar hoje uma nova UBS [Unidade Básica de Saúde] aqui na área rural, também reforçamos as equipes médicas e já começaram a chegar os 114 médicos que contratamos, que estão sendo distribuídos entre as unidades básicas de saúde das cidades”, afirmou Celina.
A chefe do Executivo destacou que o fortalecimento da saúde pública é uma das prioridades da atual gestão. “Sabemos que a população sempre apresenta reivindicações, e esse é justamente o nosso objetivo. Em menos de 90 dias de governo, já implementamos diversas ações na área da saúde. Ampliamos a realização de cirurgias e consultas, inclusive, com o apoio da rede privada, mas o nosso principal objetivo é investir no SUS [Sistema Único de Saúde], nos nossos hospitais. É por isso que hoje também damos início a esta grande obra do Hospital Regional de São Sebastião”, concluiu.

A nova unidade hospitalar será construída na Área Especial 5, no Alto Mangueiral, em um ponto estratégico, próximo à entrada da cidade, na descida do Morro da Cruz. A unidade será referência em atendimento pediátrico em todas as linhas de cuidado da Região Leste de Saúde e oferecerá 14 serviços essenciais, o que ampliará a rede pública de saúde para uma cidade que ainda não tem hospital próprio.
Com investimento de R$ 165.904.409, dos quais R$ 129.530.865 são provenientes de recursos federais, por meio de contrato de repasse com o Ministério da Saúde, a nova unidade terá capacidade para 100 leitos, sendo 60 de clínica médica, 30 de pediatria e dez de UTI pediátrica. A estrutura contará ainda com duas salas cirúrgicas.
“Esse é um equipamento de saúde que, sem dúvida, ampliará a assistência à população, que hoje conta apenas com unidades básicas de saúde e uma UPA. Atualmente, a região dispõe de atendimento de Atenção Primária e Secundária. Com o novo hospital, também passará a oferecer Atenção Terciária, permitindo que muitos pacientes sejam tratados na própria região. Hoje, em muitos casos, eles precisam ser transferidos para outras unidades, ficando longe de casa e dos familiares. O objetivo é aproximar essa assistência da população”, ressaltou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.
Nova unidade de saúde
Para viabilizar a unidade de saúde, o então governador Ibaneis Rocha autorizou, no início do ano, a elaboração dos projetos básico e executivo do Hospital Regional de São Sebastião. À época, a empresa contratada teria prazo de até 12 meses para concluir os estudos. Posteriormente, o GDF optou pela contratação integrada, modalidade que reúne a elaboração dos projetos e a execução da obra em um único contrato.

Segundo o presidente da Novacap, Fernando Leite, a mudança reduz significativamente o prazo de entrega do hospital. “Historicamente, a construção de um hospital leva de seis a oito anos. Com a contratação integrada, conseguimos desenvolver os projetos e executar a obra simultaneamente, o que traz muito mais agilidade ao empreendimento”, explicou.
De acordo com ele, a principal vantagem é que a obra pode começar antes da conclusão de todos os projetos executivos, o que reduz o tempo total de execução. “O contrato prevê a entrega em três anos, mas nossa expectativa é concluir o hospital em cerca de dois anos e alguns meses, antecipando a entrega para a população. Os serviços preliminares já começaram, com a execução da terraplenagem e a instalação dos tapumes no canteiro de obras”, concluiu Fernando Leite.
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