Biblioteca é nova aliada no tratamento de transtornos mentais no Adolescentro

A Adoleteca foi inaugurada graças à contribuição de servidores, pacientes e comunidade

Ainda em crescimento, o acervo da Adoleteca é fruto de doações dos próprios servidores e usuários do ambulatório, assim como de diversos membros da comunidade, que contribuíram com livros usados e novos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Centro de referência no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF), o ambulatório de bem-estar mental infantojuvenil Adolescentro agora conta com um novo recurso terapêutico: a Adoleteca. A biblioteca comunitária do espaço conta com mais de 400 livros catalogados de diversos gêneros literários, com autores clássicos e contemporâneos para leitores de todas as idades.

Ainda em crescimento, o acervo da Adoleteca é fruto de doações dos próprios servidores e usuários do ambulatório, assim como de diversos membros da comunidade, que contribuíram com livros usados e novos. A gerente do Adolescentro, Bibiana Monteiro, diz que a inauguração de uma biblioteca na unidade era um sonho antigo. “Os profissionais já haviam elaborado esse projeto de incentivo à leitura para diminuir o tempo de tela dos jovens em celulares. Percebemos que, muitas vezes, os adolescentes e as famílias ficam grudados no aparelho enquanto aguardam atendimento”, comenta.

Projetos que ficam

A Adoleteca resulta do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil, no qual os residentes que passam pelo Adolescentro precisam montar um projeto que fique para a unidade. “Os residentes tiveram a iniciativa de montar essa biblioteca. Eles pediram doações, catalogaram todas as obras e fizeram um QR Code para que os interessados levem os livros emprestados para casa ou façam novas doações”, explica Monteiro.

Uma das organizadoras do projeto, a residente em saúde mental infantojuvenil Ana Beatriz Castro reforça que o acesso à cultura é um dos pilares da atenção psicossocial, impactando na formação da identidade e no senso de pertencimento dos adolescentes. “Durante os atendimentos em grupo, alguns jovens relataram gostar de ler e que isso era uma alternativa ao uso de telas e às redes sociais, mas também manifestaram dificuldade de acesso aos livros em função de não haver bibliotecas em suas escolas”, afirma.

Atendimento

Destinado a crianças e adolescentes entre 10 anos e 17 anos, 11 meses e 29 dias de idade, o Adolescentro oferece consultas individuais com equipes formadas por profissionais de diversas áreas de formação, entre psicólogos, psiquiatras, pediatras, hebiatras (especialistas em adolescência), fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, ginecologistas, urologistas, neurologistas e odontólogos.

A unidade também oferece grupos terapêuticos. Ao todo, são 15 grupos divididos de acordo com a situação do adolescente: ansiedade e depressão, déficit intelectual, transtornos alimentares, transtornos do espectro autista (TEA), diversidade e vítimas de violência sexual. Para ter acesso aos serviços do ambulatório, é preciso ser encaminhado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.

Conexão Digital Brasília/*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)