
Brasília foi palco de uma iniciativa que une tecnologia, inclusão e perspectivas reais de futuro. Jovens de escolas da rede pública de ensino e profissionais do Distrito Federal participaram de um aulão gratuito de Inteligência Artificial e Computação em Nuvem, realizado no último dia 25, no Brasília Palace Hotel pelo Instituto Gabriel Gastal (IGG), em parceria com a Amazon Web Services (AWS).
A ação integra o programa AWS Treina Brasil, que tem como objetivo ampliar o acesso à qualificação tecnológica no país, conectando formação prática às demandas do mercado digital. Mais do que uma capacitação pontual, o encontro foi apresentado como porta de entrada para uma trilha formativa mais ampla, com foco em computação em nuvem, fundamentos de IA e preparação para certificações reconhecidas internacionalmente.

Durante o evento, André Kubitschek foi oficialmente instituído Embaixador de Inovação Tecnológica para os Jovens e destacou o momento de transformação vivido pelo mercado de trabalho.
Segundo ele, “o mundo está mudando de uma forma nunca antes vista, e isso é uma oportunidade real para quem quer se qualificar”. Em sua fala, reforçou que o acesso à tecnologia não deve ser visto como algo restrito: “talento não tem CEP, não tem origem social. Todo mundo pode aprender e entrar nesse mercado digital”.
O aulão também buscou desmistificar a ideia de que é preciso experiência prévia para ingressar na área.
“Não tenham medo de não ter experiência. O que vocês precisam é de curiosidade, coragem e disciplina”, afirmou André Kubitschek, incentivando os participantes a aproveitarem o momento como um possível divisor de águas: “isso aqui pode ser o início de uma nova trajetória, de uma carreira e até de um sonho que vai mudar a vida de vocês”.
A dimensão humana e social da iniciativa foi reforçada pela presidente do Instituto, Paloma Gastal, que emocionou o público ao compartilhar a motivação pessoal por trás do projeto. Ela relatou a perda do filho de 18 anos em um acidente de carro e como esse episódio redefiniu seu propósito: “foi a maior dor da minha vida, mas eu entendi que precisava transformar essa dor em algo maior”.
A partir dessa experiência, surgiu a decisão de ampliar o impacto para além da própria família.
“Se eu precisava ser forte pelos meus filhos, eu também poderia ser forte por muitos outros jovens”, afirmou. Segundo Paloma, a criação do instituto está diretamente ligada à necessidade de reduzir desigualdades de acesso: “criei o Instituto para dar oportunidades a quem não teria esse caminho, porque o talento existe; o que falta, muitas vezes, é oportunidade”.
Ela também alertou para os riscos da exclusão digital em um cenário de rápida transformação tecnológica.
“Quem não acessa a tecnologia hoje está sendo, silenciosamente, excluído das melhores oportunidades”, disse. Para a presidente, iniciativas como essa têm o poder de mudar trajetórias: “estamos dando acesso, e acesso muda tudo”.
Com participação gratuita e sem exigência de conhecimento prévio, o evento reforça a importância de democratizar o conhecimento tecnológico como ferramenta de inclusão produtiva. Em um mercado cada vez mais orientado por dados, automação e inteligência artificial, ações como essa evidenciam que o futuro do trabalho já começou e que ele pode, de fato, ser para todos.







