
Primeiro levantamento da Safra 2026/27, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que a área destinada ao cultivo de grãos no Estado deve passar de 7,9 milhões para 8,1 milhões de hectares, alta de 1,9%.
Goiás deve colher 35,9 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 7,8% em relação ao ciclo anterior, quando foram produzidas 33,3 milhões de toneladas. Segundo a Conab, o Estado ocupa a quarta posição entre os maiores produtores nacionais, com participação de 9,8% da produção nacional de grãos.
Já a produtividade média goiana está estimada em 4,4 toneladas por hectare, um aumento de 5,8% em comparação à safra anterior que foi de 4,2 toneladas. O crescimento do rendimento médio projetado para Goiás supera o desempenho nacional.
A produção brasileira deve alcançar 367,1 milhões de toneladas, avanço de 1,4% em relação ao ciclo anterior. Entre os cinco maiores produtores de grãos do país, Goiás apresenta a maior taxa de crescimento estimada.
“Goiás cresce acima da média nacional, com ganho de área, produtividade e principalmente produção. A expectativa é de resultados positivos e de forte presença no agronegócio brasileiro”, afirma o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ademar Leal.
“Goiás se consolida a cada safra como peça-chave para o abastecimento do país. Nossa missão é manter o apoio, com programas e assistência técnica, para que o produtor siga produzindo com segurança e inovação”.
Principais culturas
Goiás ocupa liderança na produção de sorgo e girassol. No caso do sorgo, a produção deve crescer 19,9%, passando de 2,0 milhões de toneladas na safra 2025/26 para 2,4 milhões de toneladas, o que corresponde a cerca de 30,4% do que o país deve colher da cultura.
O principal fator é a produtividade, que deve avançar 17,5%, de 3,2 t/ha para 3,8 t/ha, o maior ganho entre os estados produtores. A área cultivada também deve aumentar, 2,0%, de 631,1 mil para 643,7 mil hectares, extensão superior à soma de todas as áreas de sorgo das regiões Norte e Nordeste juntas.
O girassol, com 63,0 mil hectares cultivados, o Estado concentra 81,2% da área e 74,2% da produção nacional da oleaginosa. Para a safra 2026/27, a Conab estima uma colheita de 71,6 mil toneladas, alta de 1,7% sobre o ciclo anterior, impulsionada por ganho de produtividade, que passa de 1.117 para 1.136 quilos por hectare.
Goiás é o único estado com ganho de rendimento médio, em um cenário em que a média do país deve recuar 1,1% e a produção nacional, 1%. Na prática, o desempenho do Estado ajuda a sustentar o resultado brasileiro.
O milho também se destaca pelo desempenho. A primeira safra apresenta crescimento expressivo, com área 26,2% maior (de 149 mil para 188 mil hectares) e produção 27,3% superior, de 1,5 milhão para 1,9 milhão de toneladas.
A segunda safra, que responde pela maior parte do volume, deve crescer 14,9% em produtividade e alcançar 10,4 milhões de toneladas, alta de 18,4%. Somados, os resultados levam a produção total de milho do Estado a 12,3 milhões de toneladas, 19,7% acima da safra anterior. Os números reforçam a posição de Goiás como um dos pilares da produção de grãos do país e reiteram o potencial do Estado para os próximos ciclos.
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